18 de ago de 2016

Merkel diz que os refugiados não trouxeram o terrorismo islâmico para a Alemanha – repetindo a mentira até tornar-se verdade




Reuters, 17 de agosto de 2016. 



A Chanceler Ângela Merkel, disse na quarta-feira que os refugiados não tinham trazido o terrorismo para a Alemanha, acrescentando que o Islã pertence ao país desde que seja praticado de uma forma a respeitar a constituição. 

Mais de um milhão de pessoas “fogem” da guerra e da pobreza no Oriente Médio, na África e em outros lugares chegaram à Alemanha, no ano passado. O humor em relação a eles azedou após uma série de ataques a civis no mês passados, incluindo três realizados por imigrantes. 




Dois desses ataques foram reivindicados pelo grupo Estado Islâmico. 
“O fenômeno do terrorismo Islâmico do ISIS não é um fenômeno que veio a nós pelos refugiados”, disse Merkel em um evento de campanha eleitoral para os seus democratas-cristãos no estado oriental de Mecklenburg-Vorpommern, antes de uma eleição regional marcada para 04 de setembro. 

Merkel disse que muitas pessoas tinham viajado da Alemanha para a Síria para treinamento com militantes islâmicos. Em junho o ministro do Interior, Thomas Maiziére [aquele que acusou de cristão o atirador iraniano], disse que um total de 800 foram acreditados como tendo ido a Síria e o Iraque. 

“Este grupo tem nos preocupado por vários anos”, disse ela no evento em Neustreilitz, uma cidade a 100 km (60 milhas) ao norte de Berlim. 


A popularidade de Merkel sofreu na sequência dos ataques, tendo 52% dos alemães achando sua política de imigração ruim, segundo uma pesquisa publicada na semana passada. 

O afluxo de imigrantes, muitos dos quais são muçulmanos, aumento o apoio à Alternativa para a Alemanha (AfD), que é esperado para ter um bom desempenho nas eleições em Mecklenburg-Vorpommern e Berlim. 

“Temos dito claramente que o Islã que trabalha e vive na base da constituição... Pertence à Alemanha”, disse Merkel.  

Ela acrescentou que um tipo de Islã que não faz parte da constituição ou aceita os direitos iguais para mulheres não tinha lugar no país. 


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